OS DISCÍPULOS DE JESUS

OS DISCÍPULOS DE JESUS
"Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem." Jesus"

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Charles Darwin e a Arvore da Vida.documentário[bbc]


Milton de Souza e Oliveira
história sobre viagem de Darwin,que resultou no livro:A
Teoria da evolução das Espécies.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ARTIGO DO MÊS DE JUNHO

USE – UNIÃO DAS SOCIEDADES ESPÍRITAS
PENÁPOLIS / SP

Querer

... Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me. (Mateus, 16:24)


       Em várias passagens do Evangelho encontramos Jesus, Modelo e Guia da Humanidade, perguntando às criaturas enfermiças da alma e do corpo, que o buscavam, se queriam a cura.
     Parece, num primeiro momento, ilógico que o Mestre, conhecedor das carências humanas, inquirisse aos aflitos se desejam a melhora.
     Porém, examinando detidamente a conduta humana, percebe-se claramente que existe larga distância entre o querer e o querer de fato.
     Sócrates, o grande filósofo da Antiguidade, dizia com propriedade que para aquele que não sabe aonde ir nenhum vento lhe é favorável. Dava mostras que é necessário ao ser humano traçar metas, e que só o faz aquele que tem um mínimo de autoconhecimento.
     O jovem que almeja encontrar um grande amor olvida, não raramente, que amar é também saber renunciar.
     O médico que conquista  título acadêmico muita vez não considera que a medicina, com Jesus, o atrelará fatalmente às dores do mundo.
     O religioso que se deslumbra com as lições evangélicas ilude-se ao acreditar que o rótulo religioso o liberará de percorrer a via crucis, vezes sem conta.
     Em diversas situações o homem é chamado a dar uma cota de sacrifício de modo a cada vez mais verticalizar-se rumo à Luz.
     Muitas criaturas permanecem estagnadas, contemplativas, clamando a Deus e a Jesus por mais luz, almejando bênçãos das quais não se fizeram merecedoras.
     Algumas chegam ao disparate de acusarem o Criador de indiferente, até mesmo de cruel! Aturdidas e cegas desejam a felicidade do encontro com Jesus sem, no entanto, se disporem a negar suas ilusões e fantasias, tomarem da cruz dos desafios existenciais para só então seguirem o Cristo.
     Os Benfeitores da Vida Maior afirmam peremptoriamente que a vontade não deve estar apenas nos lábios, que é preciso crer na vitória e não se satisfazer na inferioridade¹.
     Algo como assinala Lísias²: desejar, saber desejar e merecer, ou seja, vontade ativa, trabalho persistente e merecimento justo.

Muita Paz!

¹ O Livro dos Espíritos, Allan Kardec
² Nosso Lar, pelo espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido  Xavier
Centro Espírita Allan Kardec
Rita Mercês

terça-feira, 7 de junho de 2011

ARTIGOS DO MÊS DE JULHO


TRAGÉDIAS NATURAIS


Toda vez que acontece uma tragédia, como a ocorrida recentemente na região serrana do Rio de Janeiro, ficamos refletindo sobre o motivo de a humanidade passar por tantas provações ocasionadas pela força da Natureza. Muitos até se questionam onde está Deus, e por que permite semelhantes acontecimentos.
Uma das maravilhas do Espiritismo é mostrar à humanidade um Deus justo e bom, como o fez Jesus. Entre outros atributos, esses dois nos dão a certeza de que tudo que procede de sua vontade deve ter uma causa justa e conseqüentemente uma finalidade boa. Revela-nos também que o Universo é regido por leis eternas e imutáveis, que lhe dão vida e sustentação e que tudo se sujeita a elas. Os próprios fenômenos naturais que aterrorizam e dizimam comunidades inteiras, que poderiam nos dar uma idéia equivocada da justiça e bondade do Pai, se submetem também a essas mesmas leis, seguindo uma ordem de equilíbrio dentro da Natureza, tendo, entre outras finalidades, a tarefa de desenvolver a inteligência do homem, fazendo-o buscar meios adequados, não de combatê-los, mas de se proteger contra suas inevitáveis ocorrências. Hoje, os sismógrafos conseguem detectar com antecedência os Terremotos, e a meteorologia prever furacões extremamente poderosos, denotando um grande avanço da humanidade neste sentido.
Todavia, contrastando-se a esses mesmos avanços científicos, o homem, às vezes, deixa-se guiar pela imprevidência.
Certamente, todos nós ficamos chocados com semelhantes tragédias, como a do Rio. Sensibilizamo-nos com as famílias sendo dizimadas e imaginamos a dor daqueles que ficam. No entanto, quase todos os anos, nesta época de chuvas intensas, somos informados dos mesmos acontecimentos: alagamentos, deslizamentos... É algo que, infelizmente, já estamos acostumados a assistir.
Óbvio que não precisa ser nenhum ex-esperto na matéria para saber que algumas construções nas regiões afetadas estavam irregulares, provando o descaso das autoridades políticas como também a imprevidência dos respectivos proprietários. Mas mesmo àquelas situadas em algumas regiões consideradas seguras, segundo alguns especialistas, falta um melhor planejamento em relação à urbanização, a qual requer projetos de pavimentação que, por sua vez, proíbe a filtragem das águas que se dá através do solo e dos vegetais.
Evidente que em casos como estes não se pode culpar os fenômenos naturais como sendo os responsáveis diretos pelas tragédias. A imprevidência daqueles que se opõem às suas rotas é que deve ser considerada...
Isso nos lembra a passagem evangélica, sem tomá-la, é claro, ao pé da letra, do homem que não edificou sua casa sobre a rocha; e desceu a chuva, correram rios e assopraram ventos que combateram aquela casa derrubando-a, pois não estava edificada sobre a rocha.
        Deus em seu infinito amor deixa o homem aprender com o próprio erro. Não se interpõe às suas decisões, mas responsabiliza-o pelas respectivas conseqüências.
        A natureza exige respeito, mas o homem parece não entender que para respeitá-la é preciso, antes de tudo, respeitar a si mesmo.
            
Gilberto Pardim Milla    
     






DEUS FAZ MILAGRES?


Amigo leitor, é de suma importância entendermos o que significa, por exemplo, a frase: “Aconteceu um milagre em minha vida.” Se extrairmos o espírito da letra, de forma filosófica, podemos entender a frase no  sentido de que alcançamos algo de muito bom. Mas, se analisarmos de forma literal, como é o costume, genericamente falando, podemos afiançar que de acordo com a Doutrina Espírita, há um grande equívoco. Razão de nosso título de forma interrogativa.
Pois bem, no Livro A Gênese , no capitulo XIII – Os Milagres Segundo o Espiritismo, encontramos uma definição lógica e completa sobre o assunto e que neste pequeno espaço comentaremos apenas alguns pontos sobre o questionamento: Diz na obra: “em sua acepção etimológica, a palavra milagre ( de “mirari”, admirar), significa: admirável, coisa extraordinária, surpreendente. A Academia Francesa, definiu essa palavra: Um ato do poder divino contrario às leis conhecidas da natureza.”
Na acepção usual, essa palavra perdeu, como tantas outras, sua significação primitiva, diz ainda, em A Gênese.
Por exemplo, a palavra sobrenatural, como é utilizada atualmente, isto é, tudo que o ocorre sem o conhecimento humano é sobrenatural. Perguntamos, o que é sobrenatural? A resposta é sobre a natureza ou superior a natureza. E o que está acima da natureza? O Espiritismo responde, somente Deus. Porque ELE é o Criador de todas as coisas. Segundo a questão numero um, em o Livro dos Espíritos, o mestre Allan Kardec, indaga aos Espíritos Superiores: “ o que é Deus?”  Tem como resposta: “É a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”
Desta forma, caro leitor, não existe o sobrenatural, o que existe realmente são leis naturais, ou seja, forças da natureza que o ser humano ainda desconhece, mas que são leis naturais. Como a eletricidade, sabemos que existe, mas não a vemos, apenas vemos o seu efeito.
Se Deus, fizesse milagres como muitos pessoas ainda entendem, o próprio Criador estaria derrogando suas leis. De duas, uma: ou ele entendeu que algo estava errado (o que então não seria Deus, porque Ele  é a perfeição absoluta) ou o assunto foi mal entendido ou desvirtuado.
A Doutrina Espírita, vem então, esclarecer este equívoco, afirmando: “Os milagres não são necessários para a gloria de Deus; nada no universo se afasta das leis gerais. Deus não faz milagres, porque, sendo suas Leis perfeitas, ele não tem necessidade de as derrogar.
Vamos estudar? Vamos refletir? Muita paz a todos.

Antonio Tadeu Minghin

2a.PARTE - DEUS FAZ MILAGRES?

Prezado leitor, no dia 1º do corrente mês, publicamos o artigo com o título acima e que tem como fonte de pesquisa o Livro da Codificação Espírita A Gênese. Vimos agora apresentar ao amigo leitor, a 2ª. parte.
Destacamos no artigo anterior o natural e o sobrenatural, tendo concluído que, sobrenatural é somente Deus. Ainda dentro do capítulo, também podemos afirmar que o Espiritismo não faz milagres.  É por óbvio, todas as manifestações da natureza estão vinculadas às Leis Naturais criadas por Deus.
Por exemplo, em matéria de cura do corpo orgânico, a Lei Divina se faz presente através da atuação médica, com intervenção cirúrgica ou através de medicamentos ministrados. Todos estes compostos, para que o evento aconteça, estão dentro de um campo ou de uma realidade já vinculada às Leis Naturais. Sem isso, não ocorreria nem mesmo a intervenção médica. Mesmo que determinada cura não ocorra, ainda assim, continua dentro das Leis Naturais, pois estas são causal e não de efeito. E, sabemos muito bem, por mais paradoxal que pareça que a não cura, ou o resultado não esperado, muitas vezes é o remédio salutar para aquela determinada pessoa.
Assim também, caro leitor, ocorre com as intervenções espirituais através dos médiuns (intermediários entre o mundo espiritual e o físico).
Tudo está dentro das Leis Divinas ou Naturais, tudo obedece a uma ordem. Diz no item 9 do Livro A Gênese: “Os fenômenos espíritas consistem nos diferentes modos de manifestação da alma ou Espírito, seja durante a encarnação, seja no estado de erraticidade.” (intervalo entre as reencarnações).
Portanto, é através de suas manifestações, que é revelado à existência, a sobrevivência e a individualidade do Espírito. Este fato já não é um “milagre Divino?”.
Neste campo, os seus efeitos constituem o objeto principal das pesquisas e dos estudos do Espiritismo.
Como dizem os Imortais e o Mestre Allan Kardec: Fatos considerados como milagrosos, os quais sucederam antes do advento do Espiritismo, e que ainda se passam em nossos dias, encontram explicação nas leis novas que a Doutrina Espírita veio revelar. Nada tem de sobrenatural.
É importante destacar: quando se trata de fatos autênticos, e não de casos que, sob o nome de milagres, são produtos de uma indigna subtileza, feita com o propósito de explorar a credulidade e nem de casos legendários que, em sua origem, podem ter tido um fundo de verdade, mas, como diz em A Gênese, que superstição ampliou até o absurdo.
E ressaltamos, amigo leitor, que sobre tais fatos, o Espiritismo vem lançar luz, proporcionando a todos distinguir entre o erro e a verdade. E assim, caminhar, sem a trave nos olhos ou, melhor, na mente, para progredir em intelectualidade e espiritualidade.
Vamos estudar? Vamos refletir sobre isso? Muita paz a todos.

Antonio Tadeu Minghin

Espiritualização

... “Não se acreditem quitados com a Lei, por haverem atendido a pequeninos deveres de solidariedade humana.”
Irmão Jacob, Voltei                            



     Um mundo de novas considerações se revela àquele que medita as palavras do Irmão Jacob: não se acreditem quitados com a Lei...
     No capítulo da presente existência, buscamos amparo no Espiritismo, estudamos a doutrina, relacionamos as bênçãos do conhecimento libertador de consciências em longos discursos, nos envolvemos em campanhas de socorro aos necessitados ofertando pão material e pão espiritual etc. Mas sempre chega o momento em que nos defrontamos com a própria realidade, a paisagem íntima e, então, fazendo uma avaliação daquilo que somos, poderemos nos surpreender ao constatarmos  que passamos  pela vida distraídos das próprias carências...
    O espírito Irmão Jacob, no livro Voltei – psicografia de Chico Xavier – faz um alerta a todos nós que, envolvidos superficialmente no Espiritismo, olvidamos a oportunidade e a necessidade de reestruturarmos nossas emoções, nossos sentimentos.  A Lei a que se refere, notadamente, é o conjunto das leis divinas que reclama obreiros  conscientes para colocá-las em prática.
     É certo que temos aprendido que fora da caridade não há salvação, todavia, o que nos move no exercício da caridade deve ser observado atentamente a fim de não a automatizarmos e tampouco nos considerarmos quitados por atendê-la de forma tão rudimentar. Consideremos que ainda falta muito empenho de nossa parte para alcançarmos o glorioso título de tarefeiros do Cristo. Por enquanto, somos ainda os trabalhadores da última hora que, por misericórdia divina, recebem tão alto salário!
     Jacob ainda nos fala em pequeninos deveres de solidariedade humana, deixando transparecer que nossas obras, embora bastante respeitáveis, estão no círculo dos deveres. Ou seja, ainda não nos elevamos à condição de dispensadores de misericórdia – fazendo além do necessário –, nossa tarefa é pequenina, entretanto reclama disciplina, boa vontade e conhecimento.
     Assim, descobrimos quão imperioso é que nos  espiritualizemos, transformando o homem velho que somos – com hábitos infelizes, envergado por sentimentos de culpa e de menos valia, com sentimentos adoecidos –, no homem revigorado pela fé raciocinada, livre de dogmas e tradições, pronto a largar aquilo que não lhe seja necessário e seguir verdadeiramente o Cristo, sem olhar para trás.
     Muita Paz!

Rita Mercês 








Amai os vossos inimigos




Jesus nos ensina, há mais de dois mil anos, a Lei de amor que Ele próprio vivenciou deixando-nos o exemplo luminoso desse ensinamento. Quando questionado por um doutor da lei sobre qual o maior mandamento, Ele responde que o maior mandamento da Lei é Amar a Deus sobre todas as coisas e disse em seguida que nos deixaria um segundo mandamento semelhante ao primeiro que consistia em  Amar o próximo como a si mesmo.
O Divino Mestre, também, nos disse que deveríamos amar os nossos inimigos, porque se somente amassemos aqueles que nos amam não estaríamos fazendo nada além do nosso dever. E se aspiramos à glória da vida eterna devemos ver em todos os seres reencarnados irmãos em marcha evolutiva, assim como nós mesmos. Logo devemos estender esse amor ao próximo até àqueles irmãos que nos querem ofender, pois, somos todos filhos de Deus, buscando entre quedas e tropeços fazer brilhar a nossa luz interior.
O amor que o Cristo nos recomenda, ainda não temos condições de exercitá-lo em sua total pureza, pois trazemos em nosso íntimo muitas imperfeições adquiridas nas muitas experiências reencarnatórias. Porém, quando Jesus nos recomenda amar os nossos inimigos Ele diz que devemos retribuir o mal com o bem, perdoar as ofensas.
O Cristo nos amou mesmo sabendo de todos os sofrimentos que nossa pequenez e grande ignorância O faria passar. E por amor pede ao Pai que nos perdoe a ignorância, o orgulho, pois compreendia o momento espiritual em que nos encontrávamos.
E mesmo com todos esses ensinos nós seres “humanos” continuamos agindo com grande desumanidade para com nossos semelhantes, quando ainda hoje pagamos o mal com o mal, buscamos a vingança ao invés de nos reconciliarmos com nossos irmãos, nutrimos sentimentos negativos para aqueles que nos querem ofender.
Quando tivermos maturidade espiritual suficiente para compreendermos a grandiosidade do perdão então teremos compreendido o que Jesus quis dizer com o  amais os vossos inimigos, pois somente perdoando estaremos nos livrando das amarras que nos prendem aos planos inferiores da vida.
Um sábio persa nos diz, também, que devemos ser como o sândalo que perfuma o machado que o fere. Perdoa, ame, retribua o mal com o bem, ore por aqueles que não vos queira bem.
Portanto, afastemos a sombra densa da ignorância que nos envolve, exemplificando os ensinamentos de Jesus e assim ascendendo a nossa luz interior, que clareará o caminho que nos conduzirá ao encontro Dele.
Muita paz e que Jesus, nosso Mestre, nos envolva em muita luz e amor.
Frederico Cavalcante Guerra
Centro Espírita Esperança e Caridade – SJRio Preto








PENSAMENTO, SAÚDE E VONTADE




“É assim que dos organismos monocelulares aos organismos complexos, em que a inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço...” (1)

A afirmação de André Luiz deixa claro que o Espírito, o princípio inteligente do universo, é diretamente responsável pelo bom ou mal funcionamento de seu organismo biológico, bem como de sua formação nos processos reencarnatórios, que leva em conta o resultado do “caminho” percorrido, sempre refletido em sua tessitura perispiritual.
Ressoa ainda em nossos ouvidos o "mente sã em corpo são", há mais de dois mil anos, como receita para a boa saúde, mas prestamos pouca atenção, e nos deixamos levar pelo dia a dia, sem atentarmos para a qualidade de nossos pensamentos.
Podemos ainda perceber o quanto "gostamos" de doenças, quando dizemos frequentemente tenho esta ou aquela doença, que necessita desse e daquele remédio, nesta ou naquela quantidade. Algumas vezes até disputamos, com algumas pessoas, numa tentativa de se mostrar mais digno de pena, ou de mais importante, o quanto é grande nossa doença. E se alguns profissionais da saúde não conseguiram descobrir, mais importantes nos sentimos.
Em verdade não temos doença, e sim estamos doentes, como reflexo de nossa inferioridade moral. Engrandecendo nossas doenças, fortalecemos nossos desequilíbrios espirituais.
Conhece-se, cientificamente, de há muito tempo, o chamado Efeito Placebo. Relembrando, é o efeito positivo em caso de alguma anomalia funcional, quando tomamos um produto inócuo, pensando que é remédio, e a doença vai embora. Foi a confiança, a esperança, a vontade de se curar que fez com que o corpo reagisse, mesmo sem tomarmos o remédio real.
Não estamos dizendo que se pode curar tudo com o poder da vontade, porque a matéria ainda necessita da matéria para corrigir-se. Mas podemos criar um estado receptivo para que o corpo se beneficie em maior grau com a mesma medicação. E isto fazemos com o pensamento.
O mesmo André Luiz, que citamos acima, nos informa (2) que através da Epífise, o espírito é capaz de assumir ascendência sobre o sistema endócrino, ajudando na regulação do funcionamento do corpo, e ainda liberar energias subconscientes desconhecidas em nós, pelo simples fato de acharmos que não temos forças. Tudo isso pelo poder da vontade, que é um atributo do espírito.
A advertência de Nosso Senhor Jesus Cristo não é sem razão, quando assevera o "Vigiai e Orai" (3), como necessidade básica em nossas vidas. Tanto para mantermos um estado de saúde física melhor, quanto a saúde espiritual, por que já sabemos que é pelo pensamento que atraímos esse ou aquele espírito para junto de nós. Portanto, se o nosso pensamento está doente, atraímos doenças, e o contrário é verdadeiro, na mesma intensidade. Mas alguém poderia dizer que mesmo os que mantém bons pensamentos também adoecem. É verdade, mas sabe-se, cientificamente comprovado, que os de bons pensamentos curam-se mais rapidamente, necessitam de menos medicações, e quando apresentam necessidade de internações recebem alta mais cedo.
Por último, em O Livro dos Espíritos aprendemos, não só sobre a questão da afinidade pelo pensamento, mas que temos plena liberdade de pensar nisso ou naquilo, mas sempre vinculados às Leis Divinas, ou seja, o pensamento, que é a causa de todas as realizações, produz efeitos, e por isso mesmo, está sujeito à Lei de Ação e Reação. E o primeiro a receber o retorno é o perispírito que, imediatamente, transfere para o corpo físico, tanto o bem quanto o mal estar.
Pensemos melhor, para nós e para os outros, e o melhor acontecerá, principalmente se juntarmos ao pensamento a ação realizadora.
                                                             Antonio Carlos Navarro
São José do Rio Preto
Centro Espírita Francisco Cândido Xavier




quarta-feira, 1 de junho de 2011

ARTIGO DO MÊS DE MAIO

  O SONHO SOB A ÓTICA ESPÍRITA

   Um tanto ainda desconhecido ou até mesmo pouco estudado, o sonho, na verdade, é, um estado onde o espírito tem amplas possibilidades de se exercitar. Isto é, trabalhando os seus sentimentos, de forma ativa e concreta, para a sua evolução. Serve também de recreio, conforme os Veneráveis Espíritos da Codificação afirmaram, em O Livros dos Espíritos. Onde o Espírito se refaz, das vicissitudes e das preocupações do seu dia-a-dia. Afirmam os Espíritos, que jamais ficamos inativos, no estado do sono.
   O assunto é tão importante que, no Livro dos Espíritos, o mestre Lionês, Allan Kardec, o tema é tratado nas questões de nº  400 a 455.
   Entretanto, explica a doutrina espírita, que temos três categoria de sonhos:
1ºSonhos Orgânicos: provocados pela ação da matéria e dos sentidos.
2ºSonhos Mistos: provocados pela ação da matéria e do espírito.
3ºSonhos Etéreos ou puramente espirituais: provocados somente pelo espírito. Dentro deste contexto, temos a classificação do sonho:
   1º Sonhos Comuns (Orgânicos): emitidos por nós ou por outras pessoas, como: imagens(forma pensamentos), problemas emocionais ou orgânicos. Puramente fisiológico.
   2ºSonhos Reflexivos: Lembranças arquivadas no nosso subconsciente (perispírito)  desta encarnação ou em existências pretéritas.
   3ºSonhos Espíritas: Encontros espirituais conforme nossas vibrações, com amigos, parentes, participação em estudos para aprendizado ou mesmo diversões e encontros com desafetos. Tudo, de acordo com o nosso livre arbítrio.
   A doutrina espírita também explica sobre o sonambulismo em dois aspectos:
   O sonambulismo espontâneo e o magnético ou artificial ou seja provocado por ação de terceiros. Conforme afirma o mestre Kardec:
   “No estado de desprendimento em que se encontra, o espírito do sonâmbulo entra em comunicação mais fácil com outros espíritos encarnados ou não encarnados, essa comunicação se estabelece pelo contato dos fluidos que se compõem os perispíritos e servem de transmissão para o pensamento, como o fio da eletricidade.”
   O Extase, é um sonambulismo mais apurado.
   Temos também os sonhos premonitórios ou seja. sonhamos com acontecimentos futuros. Não podemos intervir, porque, sonhamos com o efeito e não com a causa. Melhor dizendo, conforme estatística efetuada por Robert Nelson, do Registro Central de Premonições, em 1968, de 12 mil sonhos pesquisados, apenas 56 ocorreram.
   Finalizando, amigo leitor, o sonambulismo natural ou  artificial (magnético); o êxtase e a dupla vista, são apenas variedades ou modificações  de uma mesma causa. Estes fenômenos, assim como nos sonhos, estão na Lei da Natureza.
   Vamos estudar? Vamos refletir sobre isso?
   Muita paz a todos!
Antonio Tadeu Minghin
Centro Espírita Dr.Mariano Dias

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

TIRANDO DÚVIDAS

- O ESPIRITISMO CONSIDERA A BÍBLIA?
  RESPOSTA: Sem dúvida. Diz Kardec que a Bíblia não contém erros. Os erros estão na sua interpretação.
  O Espiritismo demonstra que a Bíblia é um livor que tem sentido histórico e mediúnico.
  Diz ainda o mestre Allan Kardec: "NÃO REJEITEMOS, POIS, A GÊNESE BÍBLICA; PELO CONTRÁRIO, ESTUDÊMO-LA, COMO SE ESTUDA A HISTÓRIA DA 
INFÂNCIA DOS POVOS. ELA É UMA ESPÉCIE RICA DE ALEGORIAS, CUJO SENTIDO OCULTO É PRECISO PROCURAR, COMENTAR E EXPLICAR, POR MEIO DE LUZES DA RAZÃO E DA CIÊNCIA”.
                    
-É VERDADE QUE  NÃO DEVEMOS FAZER PRECE PARA SUICIDAS, PORQUE O ATRAÍMOS PARA NOSSA CASA?
RESPOSTA: Esta questão além de ser falsa é em verdade uma grande falta de caridade para com o nosso irmão, que por alguma decepção em sua vida, cometeu este grande equívoco.A prece é um instrumento de amor e caridade para com todos. Devemos fazer a nosso prece para com todos os necessitados sempre.

- É CORRETO E TEM VALIDADE LEVAR ROUPAS NO CENTRO ESPÍRITA PARA "APLICAR PASSE NAS MESMAS?"
RESPOSTA: É uma conduta equivocada e sem nenhum valor terapêutico ou espiritual. Até mesmo, é uma atitude constrangedora e que coloca a pessoa no ridículo. Cabe aos diretores da Casa Espírita, explicar com todo carinho e amor, esclarecendo ao frequentador de que o passe se recebe ou envia através da mentalização e que pode ser aplicado à distância. Portanto, dispensa esta conduta, mesmo porque o passe não terá ação nenhuma  em vestimentas.



- É CERTO DIZER ESPIRITISMO DE "MESA BRANCA ou ESPIRITISMO DE OUTRAS LINHAS?"

RESPOSTANão é correto, pois, não existe Espiritismo de Mesa Branca, e sim, apenas um só Espiritismo, ou seja, só existe Doutrina Espírita. Esta referência é um grande equívoco que foi criado  no início do século 20 para diferenciar o que era atividade mediúnica, dos nossos irmãos do Movimento Afro-Brasileiro com o Espiritismo, que diga-se de passagem, com todo respeito, difere muito da atividade nos Centros Espíritas. A atividade mediúnica dos nossos irmãos eram realizadas em terreiro, ou mesmo pela dificuldade de se expressarem, nas matas, e que por volta de 1908, a Umbanda se organizou e se constituiu em entidade civil religiosa. O Espiritismo trazido ao Brasil, pelo grande Espírita Luiz Olimpio Teles de Menezes, que inicialmente era estudado nas residências dos espíritas iniciantes. Em 17/09/1865 fundou o primeiro Centro Espírita denominado: Grupo Familiar do Espiritismo e depois em 08/03/1869 fundou o primeiro Jornal Espírita denominado: Ecos de Além Túmulo, na cidade de Salvador-BA. Portanto, segundo os historiadores, para diferenciar (erroneamente) um do outro, chamaram o Espiritismo de "mesa branca", porque se colocava uma toalha branca sobre a mesa onde era realizada a atividade mediúnica, por uma questão de higiene, (na verdade, toalha branca ou de qualquer cor ou mesmo sem toalha, sabemos que não intefere na qualidade da atividade) e faziam esta diferenciação, querendo ressaltar que a Doutrina Espírita continha uma pureza que contrariava as atividades dos nossos queridos irmãos do Movimento Afro-Brasileiro, injustificável, pois tudo que se faz em nome de Deus e do próximo, é puro amor. Nos tempos modernos, o Movimento Espírita, corrige esta grande falta para com todos os nossos irmãos de outro pensamento filosófico ou religioso. E é isto que devemos fazer, esclarecer as pessoas que ainda pensam e acreditam na chamada "mesa branca".

- É CORRETO DIZER DOUTRINA KARDECISTA?

RESPOSTA: Não é correto. É um grande equivoco, pois só existe uma: A Doutrina Espírita, que foi codificada pelo mestre Lionês: Hyppolyte Leon Denizard Rivail (Allan Kardec). Quando Kardec terminou a primeira parte de seu trabalho, foi-lhe sugerido, pelo grupo que já estava pesquisando o assunto das mesas girantes, que tinha sido denominado Neoespiritualismo, o nome da Doutrina como Kardecista, pelo trabalho por ele feito, no que foi prontamente recusado por Kardec. Afirma Allan Kardec, que a doutrina não era dele e sim, dos Espíritos. Foi então, que este corpo de doutrina recém formado, se denominou: Doutrina Espírita, . Entretanto podemos dizer: conceitos, pensamentos, lógica, etc, Kardecista, pois o grande mestre, também formulou seus pensamentos e opiniões. Mas, se tratando de Doutrina, devemos dizer: Doutrina Espírita ou Espiritismo.

VOCÊ SABIA? (nova coluna)

    • Que todas as escolas tradicionais antigas ensinaram a lei da reencarnação, ocorrendo o mesmo com a maior parte das religiões pré-cristãs!
    • Que este ensinamento não desaparece até ao século VI, no ano de 553, quando se reuniu o Concílio de Constantinopla, ao qual não assistiu mais que uma minoria de padres da Igreja e que, debaixo das ameaças do imperador Justiniano, da Antiga Roma, pouco favorável a Orígenes, ali se deliberou negar e jamais aceitar a reencarnação!

  • E quanto aos princípios básicos do espiritismo? Já agora, eles são os seguintes:
  1. Existência de Deus
  2. Imortalidade da alma
  3. Comunicabilidade dos espíritos
  4. Pluralidade das existências (reencarnação)
  5. Lei de causa e efeito
  6. Pluralidade dos mundos habitados!
Falar e escrever bem...
  • Não diga «desencarne», «reencarne», mas sim «desencarnação», «reencarnação»
  • Não diga «o meu espírito vai para...», mas sim «eu vou para...».
  • Não diga «Há anos atrás», mas sim «Há anos» ou «Há alguns anos»
  • Não diga nem escreva «termostato», mas sim «termóstato»
  • Não escreva «Raúl», «Paúl», mas sim «Raul», «Paul»
  • Não escreva «benvindo» — isso é nome! — ou «bem vindo», mas sim «bem-vindo»
  • Bons pensamentos...

ARTIGOS DO MÊS DE FEVEREIRO

Tentação

Sempre me chamou a atenção a interpretação do trecho evangélico que se refere à tentação de Jesus. E sabe por quê? O significado da palavra tentação é: (...) disposição de ânimo para a prática de coisas diferentes ou censuráveis (Dicionário Novo Aurélio Século XXI). Então, como entender que Jesus tenha sido tentado?
O espírito Emmanuel, no livro A Caminho da Luz,  refere-se a Cristo como membro divino  de uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo. Essa informação por si só bastaria para solapar a tentativa de qualquer agente das trevas, ainda que dotado de uma inteligência e poder incomuns, de oferecer algo de que o Divino Mensageiro já não fosse dono e senhor.
Alguns objetarão que o Senhor se fez homem, aqui no planeta, com as limitações e necessidades comuns aos homens vulgares a fim de que a lição fosse mais bem assimilada; para que as criaturas observassem seu exemplo e se sentissem capazes e/ou estimuladas a fazerem o mesmo, copiando-lhe os exemplos.
Que o Divino Amigo tenha se utilizado de um corpo com as mesmas características que o corpo do homem comum é questionável para alguns. No meu entender não é passível de dúvidas, conquanto  o espírito a vitalizar aquele corpo, sendo de uma envergadura inexprimível para nós outros, fazia toda a diferença. Para clarear a ideia diremos que o corpo físico era semelhante ao nosso, mas direcionado por um espírito superior.
Entendo que as situações pelas quais Jesus passou de forma alguma podem ser consideradas como provas, mas sim como exemplo de quem também foi criado simples e ignorante e conquistou com esforço próprio – em linha reta – o mais alto nível  de evolução que nós podemos imaginar . Sendo modelo e guia da humanidade, nenhum outro se lhe assemelha em estatura moral.
Imaginar que Jesus tenha cogitado de poderes temporais, tenha desejado acelerar a marcha do progresso moral dos homens violentando consciências insipientes, tenha se sentido abandonado ou amedrontado em qualquer situação é olvidar ou ignorar que esse espírito participou ativamente da formação do planeta, há aproximadamente 5 bilhões de anos, e que é considerado governador planetário, ou seja, seus interesses estão muito além de tudo que podemos supor.
Alguns arquearão as sobrancelhas ao lerem estas informações. Podemos, então, fazer uma comparação entre Jesus e Estevão, um dos primeiros mártires do cristianismo nascente. Quando lapidado por ordem de Saulo de Tarso, na agonia do desenlace físico, pede a Jesus, que vem em seu socorro, que não imputasse mais um erro àquele que ficaria conhecido como “Convertido de Damasco”. Seria Estêvão um espírito superior ao Cristo? Muitos outros espíritos que se reencarnaram no planeta Terra passaram por grandes testemunhos sem murmurar. Teriam sido criaturas dotadas de mais fortaleza moral que Jesus?
Sim, Jesus passou por muitas situações difíceis, do nosso ponto de vista, unicamente para nos ensinar que também podemos triunfar das inúmeras tentações que nos espreitam os passos.
Medo, inconformação, dúvida, desânimo, não constam do perfil desse Mensageiro de Deus.
Por fim, direi apenas que raciocinando sobre essas e outras passagens do Evangelho chego à conclusão que da mesma forma como o professor universitário não renuncia a tudo o que aprendeu – ou seja, não se faz criança novamente - para ensinar as primeiras letras às crianças das séries iniciais, procurando traduzir seu conhecimento em linguagem acessível aos infantes, Jesus, o irmão maior, não se fez espiritualmente homem para trazer palavras de vida eterna e exemplos imorredouros. A roupa de carne estava de acordo com a matéria do orbe, mas o espírito se manteve inalterável, pois que veio do futuro em toda a sua glória.
Muita paz!

Rita Mercês  

CAUSAS DO DESGOSTO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Amigos leitores, dando sequência aos últimos artigos escritos pelos nossos companheiros nesta coluna, chamando-nos a atenção sobre as conseqüências e atitudes a tomar frente ao grande problema das doenças de fundo emocional e psíquico, que é considerado a doença da atualidade e, infelizmente, o seu crescimento na próxima década, vamos encontrar na questão 957 do O Livro dos Espíritos  importante definição sobre a origem do desgosto, onde o insigne Codificador e Mestre Allan Kardec, argúi os Espíritos Veneráveis sobre esta questão e obtém dos mesmos a seguinte resposta (em resumo): “A origem dos desgostos provém das seguintes situações: da saciedade, da falta de fé e da ociosidade.
Pois bem, caro leitor, quando se fala de saciedade, a maior comprovação se projeta nas estatísticas que demonstram que o maior índice de suicídios ocorre em países ricos. Muitas vezes, pessoas que possuem muito e podem adquirir o que desejam, focam simplesmente o aspecto material, perdendo, com isso, a motivação da busca, caminhando para o desânimo, rebaixando a sua autoestima e consequentemente vem o desequilíbrio e a perturbação mental.
Por outro lado, quando se trata da falta de fé, o indivíduo que estava em busca de algo que gostaria de ter, ou ser, e não se dá conta de que aquele algo na verdade não era do que necessitava, não alcançado o fim objetivado, principalmente com petitórios feitos à espiritualidade, aos santos, a Jesus ou a Deus, fica descrente de tudo e de todos, se colocando na posição de sofredor imerecido, atribuindo a sua frustração a Deus ou a sua pseudo crença. Na realidade essa pessoa estava exigindo algo em troca de favores se esquecendo de que as Leis Divinas não negociam com ninguém.
E finalmente a ociosidade, traduzida em mente e mãos vazias. Hoje todos afirmam que o melhor remédio é o trabalho. Fazer o trabalho profissional com amor, com vontade, não só para receber o seu salário ou seu ganho, que, diga-se de passagem é importante para as nossas necessidades, mas... o trabalho no bem é o melhor remédio para lidarmos com os nossos sentimentos. A ocupação mental, nos traz vibrações de amor, de carinho de gratidão, quando atendemos aquela pessoa carente de atenção, de uma palavra amiga, de um sorriso e mesmo de necessidades materiais. E veja, amigos leitores, quantas entidades de todos os seguimentos religiosos ou sem ser religiosas oferecem e necessitam de voluntários para as suas atividades. É uma ótima oportunidade de servirmos e com isso pelas Leis Divinas, de sermos também servidos. Vamos trabalhar para o próximo? Vamos 
refletir sobre isso? Muitas paz a todos.

Antonio Tadeu Minghin

O Espiritismo no tempo

O Espiritismo, doutrina que cumpre o papel de consolador prometido por Jesus, vem lançar luz e consolação à humanidade, pois, em seu tríplice aspecto, religioso, filosófico e científico, domina todas as áreas do pensamento humano, dando, assim, a chave para todos os enigmas que afligem o homem nos variados setores do conhecimento.
Não é de origem humana. É uma Revelação de origem espiritual, e que esperava apenas o amadurecimento intelecto-moral da humanidade para se manifestar de forma mais ostensiva. Mais ostensiva, porque os Espíritos que são os agentes inteligentes da Natureza sempre se comunicaram com os homens; mas nunca como no século dezenove, causando, inclusive, uma certa turbulência em certos países da Europa e da América, chamando a atenção de multidões de curiosos, mas também de alguns sábios da época, como foi o caso do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, que se utilizou, em seu trabalho na Doutrina, do pseudônimo Alan Kardec.
Kardec estudou profundamente os fenômenos físicos e intelectuais provocados pelos espíritos, e percebeu que por detrás de tudo aquilo que presenciava estava algo extraordinário, de natureza extra-física, desconhecido até então, porém pertencente à Natureza. Interrogou fortemente os espíritos comunicantes e descobriu que eram nada mais senão as almas dos homens que já haviam morrido. Analisou tudo racionalmente e formou, assim, um corpo de doutrina, denominada Espiritismo.
Muitos da época, já cansados de dogmas, de fórmulas, de falsas promessas, para se alcançar a salvação, viram na nova Doutrina uma grande luz, e se maravilharam... Pois nela perceberam a volta do grande e incomparável Mestre Galileu. Não pessoalmente, mas eram seus ensinos que ressurgiam: de forma simples, meiga e bela, como há dois mil anos, às margens do Genezaré, depois de longos séculos escondidos atrás de escusos interesses mundanos.
Hoje, após cento e cinqüenta e tres anos de Codificação, continuam ainda os interesses subalternos em torno do Evangelho: fórmulas salvacionistas, tributos e tudo mais para se alcançar o Céu. No entanto, aquele que estuda o Espiritismo se conscientiza que os valores do espírito devem estar acima da matéria; que a vida física é apenas um curto momento na eternidade; que o amor ao próximo é condição necessária à conquista da felicidade; que o Céu prometido por Jesus está na intimidade de cada um e não em um lugar circunscrito no Universo. Portanto, não mais sacrifícios físicos, nem comércio com Deus. A grande luta do homem deve ser realizada dentro de si mesmo.
Eis o grande triunfo do Espiritismo, na condição de Consolador: chamar o homem à observância da lei de Deus, na essência, como ensinara Jesus.


Gilberto Pardim Milla